quarta-feira, 13 de outubro de 2010

INDICAÇÃO TROFÉU RAÇA NEGRA 2010

Acabo de saber que estou indicada ao troféu Raça Negra 2010 na catergoria melhor atriz/cinema por Besouro. Junto com essa notícia fiquei sabendo que o Besouro está ganhando um prêmio na Espanha exatamente agora! A votação é online. Érico Brás está concorrendo como melhor ator/teatro por Orfeu. Votem!

http://www.trofeuracanegra.com.br/website/index.php?option=com_pollxt&Itemid=18
Urso de Ouro - Berlinale
Berlim

Lançamento Besouro - Rio de Janeiro







Pré-estréia do Besouro em São Paulo


A loja Eu Amo Vintage sempre me acompanha nos melhores momentos e da melhor forma que poderia: me vestindo! Entrem no blog da loja: http://blogeuamovintage.blogspot.com/ que é uma fofura vejam a lindíssima coleção nova, peguem o bondinho para santa teresa e divirtam-se com as compras!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

MIRA

Orfeu: Érico Brás

fala de umas coisas que eu nem posso acreditar...


grande atriz: Patrícia Costa

Toda vez quando está pertinho do ano findar eu faço a minha retrospectiva e preparo as minhas intenções para o ano que chegará. Esse não é um texto de retrospectiva, mas mal começo a escrever sobre o presente e caixinha de memórias começa a piscar. Ano passado eu lancei o meu primeiro filme, Besouro, já parece que faz tanto tempo. Participei de um festival de cinema que me deu um prêmio de atriz revelação, mas que na verdade o grande prêmio que levei daquela noite foi a sensação de me sentir incluída. Foi muito engraçado o que senti naquela noite. Tanta gente que admiro estava presente, Zezé Mota, Antonio Pitanga, Elza Soares, Dona Lúcia Rocha (mãe do Glauber Rocha)...e eu estava sentada ao lado deles, no palco, essa sensação foi o meu maior prêmio. Quando 2009 ia virar 2010 coloquei no meu quadro de intenções muitas imagens de teatro. Uma foto do Ensaio.Hamlet (Cia dos atores) representando coletividade, Quartet do Bob Wilson com Isabelle Huppert me convidando a correr riscos...Fui viver a emoção de estar com um filme no Festival de Berlim, entreguei até um Teddy Awards, oscar do cinema gay, e voltei para a Escola de teatro. No meio do primeiro semestre de repente surge Jayme Periard e um convite para a peça Pedaços de Mim. Mulheres, desejos, dores, alegrias, o palco enorme do Teatro Clara Nunes e sobretudo o conhecimento que esse grande ser humano me passou. Eis que surge Orfeu, meu primeiro musical. Agora mais do que nunca eu estava vivendo de maneira concreta tudo o que eu tinha intecionado. Não cheguei a desejar o Aderbal, pois nem pensava em apostar tão alto. Ele veio com seus livros, seu sorriso sem fim, sua gentileza. Mira era tão distante de mim e agora já é tão próxima, ela me ensinou que estar em dias com a auto-estima ajuda muito na hora de pisar no palco. Todo mundo que veio junto com ela foi o grande presente deste ano, nem cabe aqui o que aprendi, o que caminhei. Caberá nos palcos, na estrada de atriz que agora percorro com mais vontade ainda, com medo e ansiedade, mas com muito mais confiança e tranquilidade.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

por caetano veloso

O meu português ruim

O Globo - RJ - NOTÍCIAS - 03/10/2010

É inacreditável que Barbara Heliodora tenha escrito que um autor teatral não pode usar o tratamento na segunda pessoa. E muito significativo que ela tenha lançado esse anátema como condição para que uma peça se considere brasileira. É a mesma mentalidade que leva um tradutor de Proust a evitar a palavra “raparigas” e tradutores de textos complexos a correrem da tmese como o diabo da cruz. Até parece que estilos nascidos desse tipo de pânico primam pela clareza e pela elegância.Mas não. Leem-se textos onde o único mérito parece ser o do esforço para evitar mesóclises e segundas pessoas. Erros variados e escorregadelas para a pedanteria não são sequer notados por muitos dos que se contorcem nesses dribles. Outro dia, por causa de meus protestos contra o medo da mesóclise, recebi alguns e-mails corrigindo minha suposição de que talvez algo do problema se devesse às campanhas dos sociolinguistas. Dei razão aos que me corrigiram. Mas a verdade é que esse à vontade com que Barbara Heliodora proíbe o uso do tratamento em segunda pessoa não pode deixar de se dever, em parte, a tal campanha. É difícil que simplesmente coincida com ela.Quando eu mantinha um blog para acompanhar a feitura do projeto “Zii e Zie”, disco e show, escrevi, em tom ainda mais apressado e irresponsável do que o faço aqui, sobre as perguntas que me fiz ao ler um bom livro sobre tendências do português brasileiro.Como a descrição da frequência do uso do “você” levava a autora a expor os pronomes pessoais sujeitos como sendo “eu, você, ele, ela, nós, vocês, eles, elas”, em vez de “eu, tu, eles, nós, vós, eles”, fiquei com a impressão de que se sugeria que passássemos a ensinar nas escolas esses pronomes mais usuais — e as variações verbais que os acompanham — e abandonássemos o “tu” e o “vós”, que não usamos na conversa.Descrevi o mal-estar que isso me provocava e enumerei as várias formas conversacionais em que a segunda pessoa do singular é usada comumente.Do “tás me estranhando” carioca ao “viste” (ou “visse”) pernambucano; do “tu é mesmo mané”, também do Rio, ao “tu fala demais” dos gaúchos. Lembrei que em Belém do Pará se flexiona o verbo para a segunda pessoa com considerável frequência.E mencionei o fato de que as crianças entendem perfeitamente bem o que quer dizer um samba-canção ou um rock-balada em que o cantor se dirige à amada na segunda pessoa. Isso sem falar nos textos eruditos.Por causa da reação de alguns comentaristas do blog, fui ler os sociolinguistas militantes — esses que odeiam os professores que ensinam regras de português em jornais ou na TV. Percebi que há uma confusão entre observar como a língua muda e querer desfazer toda a normatividade já consagrada. A explicação era sempre que a norma culta é uma espécie de ideologia da classe dominante que oprime os desassistidos.Nunca passava pela cabeça desses heróis que essa norma tinha se desenvolvido pelo mesmo processo para o qual eles querem chamar a atenção no presente. O povo é o inventa-línguas. A contribuição milionária de todos os erros. Sim. Mas desde sempre. Por que desqualificar a contribuição de milhões de falantes do português que, através dos séculos, nos trouxeram até onde a língua se encontra agora? Então a ideia é que só valerão as regras que se criarem a partir do surgimento de uma sociedade justa e sem classes? Quando é mesmo que vai ser isso? É simplesmente ruim desistir de adestrar nosso povo para o entendimento da nossa língua em todos os seus registros. O português lusitano e o africano, o do sertanejo iletrado e o do doutor em sociologia, o do poeta renascentista e o do teatrólogo moderno, o do cientista e o do sacerdote.Eu próprio não me sinto seguro ao escrever. Cometo erros de ortografia. (Numa resposta a Xexéo — cujo nome já está quase passando o de Liv Sovik em frequência aqui nesta coluna — na época do réveillon em que, no “JB”, eles criaram uma maluquice envolvendo Paulinho da Viola, escrevi “analizar” — ou algo equivalente.Sem memória visual de como era a palavra, segui ( s e m p e n s a r ) uma regra abstrata (isso acontece menos em inglês ou em francês, mas não vou explicar agora por quê). Xexéo, mais uma vez, zombou de mim. Bem feito. E muitas vezes me vejo enrolado na construção de uma frase.Mas amava meu professor de português do Ginásio Teodoro Sampaio, Nestor Oliveira (poeta de olhos azuis e voz bonita) e Dona Candolina (preta gorda competentíssima e energética), do Severino Vieira. E gosto de literatura e de que o acaso tenha feito com que falemos português.Em Londres, quando chegou o disco de Roberto Carlos que tinha “Detalhes”, ouvi a canção com respeito e frieza.Mas quando veio o verso “E até os erros do meu português ruim” eu caí no pranto.Alguém dirá que tenho chorado demais aqui — e sempre por causa de música.Mas é assim. Não quero entrar no mérito da crítica de Barbara Heliodora aos arranjos que Jaques Morelenbaum e Jaime Alem fizeram para as música de Tom: não vi o “ Orfeu ” no Canecão (estou em São Paulo), de modo que não sei se a shakespeariana crítica sentou-se perto de algum alto-falante rachado.Nem quero pensar nisso para não chorar de novo.Mas o “tu” dos versos e das canções não pode ser anatemizado por um preconceito mais idiota e opressivo do que o que pareceu ser o meu quando disse, numa entrevista até bem razoável, que Lula é analfabeto.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Carta-resposta a Bárbara Heliodora

E não fazes nada?

Aderbal Freire-Filho

Vou escrever mais uma vez para comentar (questionar, discutir) uma crítica de teatro? Penso: melhor escrever uma carta (papel de seda?) só para a autora e, talvez com mais proveito, apontar suas incongruências. Fico uns dias vacilando, alimentando dúvidas, mas já devo saber que no fim não resisto.

Depois, não é tanto por mim que escrevo, mas pensando em preservar um pouco a saúde do teatro carioca, que não tem vacinas contra um vírus tão avassalador, alojado na página cultural do jornal de mais prestígio, única página cultural relevante e lida da cidade. O jeito é apelar para os anti-corpos do organismo teatral, isto é, nós mesmos.

E como venho cumprindo esse papel sistematicamente (Hamlet, Macbeth), por que não completar essa trilogia, se tenho aqui a melhor oportunidade de mostrar os equívocos graves dessa(s) crítica(s), tão óbvios eles são nesse caso?

E se em geral imagino o dano causado ao teatro, ao pensar nos seus prováveis leitores, aqui vejo os efeitos concretos. Mais precisamente: devo uma explicação a dois mestres da música brasileira que chegam ao nosso terreiro, o teatro, e se assustam com tamanho despautério. Eles podem dizer: então é esse o nível do teatro brasileiro, é isso que sabem de música no teatro? Bárbara Heliodora é considerada uma autoridade, eles sabem, e se a autoridade fala assim, deve falar em nome de todos. Como acho que posso falar em nome ao menos de outra corrente, tomo a palavra.

Jaques Morelembaum é um mestre reconhecido por todos os grandes compositores e intérpretes da MPB, autor de arranjos para alguns dos expoentes da nossa música. Jaime Além, outro mestre, é o arranjador e maestro da banda de Maria Bethânia há mais de 20 anos. Jaques e Jaime fizeram os arranjos das músicas de Tom e Vinicius para a nossa montagem de Orfeu. Com outro parceiro: Tom, o próprio. Jaques, durante muito tempo, tocou com Tom, com ele viajou, ganhou prêmios. Aqui, Jaques resgatou alguns arranjos originais do maestro e com eles compôs parte do concerto que nos oferece em Orfeu. Jaime, violonista maior, além de arranjador, é o violão de Orfeu, um privilégio dessa montagem. Pois bem, de Jaques, Jaime e Tom, diz BH que “os arranjos e o som do pequeno conjunto musical são fracos e desagradáveis ao ouvido”.

Digo mais: o “pequeno conjunto”, liderado por Jaques e Jaime é composto de sete músicos de primeira grandeza. Além dos dois (um luxo para um musical a presença deles tocando), estão Marcelo Bernardes (sopros), João Carlos Coutinho (teclados), Rômulo Gomes (baixo), Ronaldo Silva (bateria), Zero Telles (percussão), e quem conhece música brasileira sabe muito bem de quem estou falando, uma seleção brasileira da MPB. Não há, em todos os musicais do nosso teatro – com todo o respeito por seus ótimos músicos – uma banda dessa grandeza presente no palco. Ouvi-los e não perceber a qualidade da música que produzem, já a partir da excepcional abertura, com arranjo do próprio Tom, só tem uma explicação: sensibilidade zero.

Devo também uma explicação ao poeta Vinicius, que nos olha de uma daquelas nuvenzinhas do Chico Caruso e pergunta (com sotaque baiano): o que aconteceu, meu rei, com o teatro brasileiro, que eu deixei avançando? Continua avançando, poeta, apesar desses ataques. Mas é duro. Diz a crítica, por inacreditável que pareça: “tornou-se ainda mais evidente a precariedade do texto de Orfeu, entre outras coisas por preservar o tratamento na segunda pessoa, totalmente superado hoje em qualquer texto que se apresente como brasileiro”.

Bárbara Heliodora destrói de uma penada só todo o teatro de Nelson Rodrigues: vou direto ao nosso autor maior, para não precisar dizer mais nada. Posso pegar qualquer peça do Nelson, abrir ao acaso em qualquer página e comprovar que está lá o tratamento em segunda pessoa, o tratamento usual em suas peças. E nem dizer que ela comete suicídio, pois é esse o tratamento que costuma usar em suas traduções de Shakespeare.

Quanto a mim, só quero desautorizar sua suposição: “a direção parece reconhecer a fragilidade do texto e ...” O texto é ótimo, poesia de altíssimo nível e personagens, situações, diálogos, todos de extraordinária força dramática. Como Vinicius, ao imaginar futuras montagens, considerou seu Orfeu uma obra aberta, desenvolvi algumas indicações do poeta e escrevi cenas baseadas nessas indicações. E dei identidade ao coro e ao corifeu: um poeta e seus amigos. Criando outros registros, a adaptação ressalta a beleza do registro clássico do original. E devo às atrizes e aos atores de Orfeu, que mostram a maioridade do teatro brasileiro, a dimensão ao mesmo tempo épica e natural que é dada a tão rico material dramatúrgico.

O Theatre de L’Odeon, de Paris, em sua temporada oficial, apresentou a versão do diretor Krzysztof Warlikowski para Um bonde chamado desejo de Tenessee Williams, com Isabelle Huppert no papel de Blanche. O diretor acrescentou ao original novos textos e muitas canções. Isso não significa que a peça original é ruim, nem que o diretor não gosta dela. Ah, o teatro andante, esse cavaleiro sempre vivo.

Bom, vou abrir ao acaso qualquer peça de Nelson Rodrigues e... Vejam só o que Ismael diz a Virgínia (Anjo Negro, Teatro Completo, Vol. 2, Ed. Nova Fronteira, pg. 125). Só queria mostrar o mestre em segunda pessoa, mas... pura coincidência!

“Começas a compreender? E não tens medo?”

domingo, 22 de agosto de 2010

Mais passos dados nesta estrada


Orfeu. De onde estou penso numa frase: "There is no standing still, only evolution or involution". Tenho acreditado muito no poder do trabalho. Não sei direito o que realmente penso sobre o que é talento, não que não acredite que ele exista, mas por que acredito e experimento o poder que o trabalho tem sobre a arte do ator. O treino físico, a repetição que chega a exaustão, a exaustão que permite uma fluidez na criação. Essa é uma arte de escolha diária. É uma arte exigente, cobra do corpo tônus, elasticidade e ainda beleza, exige que a voz penetre e dê as intenções certa. É uma arte do presente. Cada dia de ensaio me emociono com a música, com algumas cenas...Me reconheço e choro, choro e já nem sei por que...o poder da música de Orfeu.


Tenho recebido emails pelo site e fico feliz que as pessoas tem lido o blog e que estão acompanhado o que sinto o que penso


Indico o site, lá tem a agenda. Estreia no Rio de Janeiro, mas até o fim desse ano passaremos por SÃO PAULO, BRASÍLIA, BELO HORIZONTE, PORTO ALEGRE, JUIZ DE FORA, GOIÂNIA, CURITIBA.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

ORFEU


RELEASE

‘ORFEU’ VOLTA AOS PALCOS MAIS DE 50 ANOS APÓS SUA ESTREIA
COM DIREÇÃO DE ADERBAL FREIRE-FILHO, JAQUES MORELENBAUM E JAIME ALEM
Musical com texto e letras de Vinicius de Moraes e
músicas de Tom Jobim percorre o país a partir de setembro
Na noite de 25 de setembro de 1956, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro presenciou um impacto seguido de perto pelo nascimento de um clássico imediato. O impacto foi causado pelo elenco do Teatro Experimental do Negro – pela primeira vez um time de atores negros ocupava o palco do mais famoso teatro brasileiro. Orfeu da Conceição, obra-prima escrita por Vinicius de Moraes, com música de Tom Jobim e cenários de Oscar Niemeyer. Baseado no mito grego de Orfeu e Eurídice, o musical apesar de ter permanecido só por 10 dias em cartaz, foi muito bem recebido pela crítica da época e se tornou um marco do modernidade musical e teatral brasileira. Passados 54 anos daquela noite histórica, o espetáculo, rebatizado agora apenas de Orfeu, volta ao cartaz com produção de Gil Lopes, direção de Aderbal Freire-Filho, direção musical de Jaques Morelenbaum e Jaime Alem e um elenco formado por 16 atores negros acompanhados em cena por uma banda de sete músicos. A estreia nacional será no dia 9 de setembro, no Canecão, Rio de Janeiro, para uma temporada de duas semanas. De lá, a montagem segue para São Paulo (HSBC Brasil, de 23 de setembro a 3 de outubro), Brasília (Teatro Nacional – Sala Villa-Lobos, de 08 a 10 de outubro), Goiânia (Teatro Rio Vermelho, 14 de outubro), Porto Alegre (Teatro do SESI, 22 e 23 de outubro) e Curitiba (Teatro Guaíra, 27 e 28 de outubro).
Os atores têm formação em canto e dança e foram selecionados por meio de testes disputados por milhares de candidatos de todo o país. “Este elenco responde por grande parte do frescor e da jovialidade do espetáculo”, afirma o produtor Gil Lopes, diretor da ShowBras Produções Artísticas, empresa que há três décadas atua no mercado de shows, espetáculos e eventos no Brasil e no Exterior e que conta, em seu portfólio, com nomes como os de Maria Bethânia, João Gilberto e Adriana Calcanhotto. “Os atores são todos estrelas”, complementa o diretor Aderbal Freire-Filho, para quem Orfeu, em processo de ensaios, já se revela como um dos melhores trabalhos de sua carreira. “No teatro, a estrela não é o diretor, nem mesmo o autor. A estrela é o ator, a atriz.”
O elenco principal do musical traz os nomes de Érico Bras (Orfeu), que também pode ser visto no filme Quincas Berro d’Água, do diretor Sérgio Machado, Aline Nepomuceno (Eurídice), atriz baiana que protagonizou a primeira e segunda temporadas da minissérie global Ó Paí, Ó, Jessica Barbosa (Mira), premiada com o troféu de atriz revelação em 2009 no Festival de Cinema Negro de São Paulo pelo filme Besouro e Wladimir Pinheiro, que estreou na televisão na minissérie Capitu, dirigido por Luiz Fernando Carvalho, e que no musical vive o personagem Poeta. Para dar a dimensão do talento de Érico Bras, de quem é amigo desde os tempos em que ambos integravam o Bando de Teatro Olodum, o ator Lázaro Ramos costuma dizer que “ainda bem que me descobriram antes, senão não teria mais espaço para mim”.
Em mais de meio século, esta é a primeira vez que o espetáculo, cuja trilha traz algumas das mais belas canções da música brasileira e que daria origem à bossa nova, volta a ser apresentado na íntegra. O musical serviu de base para o filme Orfeu Negro, do diretor francês Marcel Camus, que ganhou, em 1959, a Palma de Ouro em Cannes e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em Hollywood. Em 1999, o diretor Cacá Diegues revisitou a obra original para criar o filme Orfeu, com trilha sonora assinada por Caetano Veloso.
“Quis remontar Orfeu para que não só eu, mas as novas gerações também pudessem ter contato com este clássico da dramaturgia nacional”, acrescenta Gil Lopes. “Este espetáculo é uma espécie de pré-sal cultural do Brasil, é uma riqueza negra enterrada. Trazer Orfeu de volta aos palcos é uma urgência nesta época em que o Brasil se consolida social e economicamente”.
Além das criações originais, foram incluídas algumas canções de Tom e Vinicius no espetáculo. “Acrescentei com bastante liberdade outras pérolas que vieram a ser criadas posteriormente pelos parceiros, buscando sempre visualizar suas relativas inerências estéticas e temáticas à dramaturgia que Aderbal concebe para esta montagem”, explica Morelenbaum. “Essa sacada nos dá a sensação que a obra deles foi uma simples e genial continuação da peça, tamanho é o enquadramento destas canções no contexto”, exalta Jaime, que complementa: “a nova montagem de Orfeu vai despertar no público, nos compositores e artistas contemporâneos, uma reflexão muito séria sobre o que é a música brasileira hoje”.
Os diretores musicais não escondem o entusiasmo em trabalhar com a matéria-prima de Tom e Vinicius. “Para mim, participar de Orfeu não é apenas uma opção de trabalho, é uma dádiva. Eu sou do interior e, muito tímido, não consegui me aproximar do Jobim nas poucas vezes em que tive chance, agora posso abraçá-lo de alguma maneira. E para Vinicius eu dedico cada nota tocada no violão. Ele foi o princípio de tudo”, celebra Jaime. “Mergulhar neste admirável Orfeu da Conceição traz-me a alegria de revisitar um momento iluminado e único, o encontro inaugural entre dois dos maiores gênios artísticos que o Brasil já produziu, Antonio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes, e poder compartilhar dessa extraordinária obra, revivendo-a e reconstruindo-a, a fim de que novas gerações tenham a oportunidade de degustar essa rara inspiração”, enaltece Morelenbaum.
Nos últimos anos, o texto de Orfeu voltou a ganhar destaque mundial ao ser citado em A Origem dos Meus Sonhos, a autobiografia do presidente dos Estados Unidos Barack Obama. No livro, Obama descreve a noite em que, aos 16 anos, acompanhou a mãe ao cinema para assistir ao filme Orfeu Negro. “Os olhos dela se iluminaram diante do mito grego dos amantes desventurados, Orfeu e Eurídice, ambientado nas favelas cariocas durante o carnaval...e da promessa de uma outra vida: quente, sensual, exótica, diferente”, escreveu o presidente.
Vinicius de Moraes transportou para as favelas cariocas, num feriado de carnaval, a história de amor de final trágico entre Orfeu e Eurídice. No musical, Orfeu, um sambista que vive no morro, filho de um músico e de uma lavadeira, apaixona-se por Eurídice. A paixão entre Orfeu e Eurídice desperta o ciúme e o desejo de vingança em Mira, ex-namorada do sambista, que leva Aristeu, apaixonado por Eurídice, a matá-la.
“Sabemos que o morro, lugar onde se passa a história de Orfeu, não é mais como era na época em que Vinicius escreveu a peça”, diz o diretor Aderbal Freire-Filho. Ele explica que não teve a intenção de fazer uma atualização, de colocar a violência dos morros atuais como um fator que modificasse a estrutura da peça. “Eu pretendi aqui interferir minimamente nesse núcleo original da história. Vinicius sempre destacou a natureza clássica de seu texto e eu quis preservar essa natureza. Toda a dramaturgia foi criada em torno da história central, nas suas margens, como moldura para a peça”. Os três atos da montagem original foram agora condensados em dois.
Considerando uma referência de Vinicius de Moraes a “um poema em forma de teatro, no qual o autor está profundamente presente”, o diretor Freire-Filho inspirou-se nesta ideia para criar, na atual montagem de Orfeu, o personagem do Poeta, que não representa, necessariamente, a figura de Vinicius. “É o poeta ideal, eterno, um nome que resume muitos poetas, que resume a própria poesia”. A principal virtude da presença deste Poeta, segundo Aderbal, é que ele dirá, em cena, alguns poemas de Vinicius tão conhecidos quanto suas músicas.
O espetáculo, segundo o produtor Gil Lopes, trata do desejo humano do amor acima da vida e da morte, um tema que sempre foi explorado na poesia de Vinicius de Moraes. Orfeu discorre sobre a paixão humana, a obsessão sem limites que ela gera e como ela contamina tudo que está a sua volta. Inspirado em um dos mais belos e trágicos mitos da civilização ocidental, o espetáculo ganha um tom de modernidade conferido pela visão poética de Vinícius. Uma visão que reafirma a paixão como um dos mais nobres sentimentos humanos.
O GIGANTE ACORDOU
Orfeu volta ao cartaz numa época em que muitos teatros de São Paulo e Rio de Janeiro encontram-se ocupados por grandes musicais produzidos originalmente na Broadway ou em Londres. “Em vez de intimidar, esta realidade é motivadora, dá mais vontade de mostrar o que é nosso. A presença dos musicais estrangeiros indica que está na hora de investirmos na produção nacional no gênero”, diz o produtor Gil Lopes. “Neste sentido, nada é mais oportuno do que apresentar Orfeu, o maior musical brasileiro, produto da mais ilustre e vitoriosa parceria na cultura nacional: o encontro de Vinicius de Moraes e Tom Jobim”.
Gil Lopes acrescenta que nos últimos anos, com a estabilidade econômica, os índices de crescimento superlativos e o respeito que o país está angariando da comunidade internacional, o gigante finalmente acordou: “Este momento de afirmação brasileira passa necessariamente pela cultura. A estreia de Orfeu vem justamente estimular este caminho. Da direção ao elenco, da cenografia ao figurino, e passando pelos músicos, tudo que envolve a produção de Orfeu é um luxo só”.
Segundo o produtor, estes 54 anos transcorridos desde a primeira montagem da peça só serviram para lapidar a grandiosidade do espetáculo. “Orfeu é absolutamente recente. Não apenas por contar uma história oportuna, que nos define, mas por trazer as canções de Tom Jobim, consagradas no mundo inteiro e que representam o que de melhor a música brasileira já produziu”.
SINOPSE
“Não sou daqui, sou do morro. Sou o músico do morro. No morro sou conhecido, sou a vida do morro. Eurídice morreu. Desci à cidade para buscar Eurídice, a mulher do meu coração. Há muitos dias busco Eurídice. Todo mundo canta, todo mundo bebe: ninguém sabe onde Eurídice está. Eu quero Eurídice, a minha noiva morta, a que morreu por amor a mim. Sem Eurídice não posso viver. Sem Eurídice não há Orfeu, não há música não há nada. O morro parou, tudo se esqueceu. O que resta de vida é a esperança de Orfeu ver Eurídice nem que seja pela última vez”.
Orfeu da Conceição - Vinicius de Moraes
O mito de Orfeu reúne os principais temas poéticos da obra de Vinicius: a aliança entre a música e a poesia, a presença marcante da mulher, a obsessão pela morte e a fé no amor absoluto. Vinicius de Moraes transportou para as favelas cariocas, um feriado de carnaval, a história de amor de final trágico entre Orfeu e Eurídice. No musical, Orfeu, um sambista que vive no morro, filho de um músico e de uma lavadeira, apaixona-se por Eurídice. A paixão entre Orfeu e Eurídice desperta o ciúme e o desejo de vingança em Mira, ex-namorada do sambista, que leva Aristeu, apaixonado por Eurídice, a matá-la. Numa terça-feira, último dia de Carnaval, Orfeu desce do morro e vai até o Clube Os Maiorais do Inferno depois de Eurídice estar morta. Já ensandecido, ele vai procurar Eurídice para ver sua amada, tentar encontrá-la novamente. De volta à favela, solitário, ele é morto por Mira e pelas outras mulheres açuladas por ela.
MITOLOGIA GREGA
Entre as várias versões do mito de Orfeu, encontramos a que diz que ele era filho do deus Apolo e de Calíope, musa da poesia, Orfeu foi o músico mais virtuoso que já andou sobre a Terra. O som de sua lira, presente do pai, domava os animais selvagens e causava inveja aos rouxinóis. Sua mulher, a ninfa dos bosques Eurídice, também era dona de beleza rara. Um dia, ao fugir das investidas de um outro homem, Eurídice morreu picada por uma serpente. Orfeu, então, mergulhou numa tristeza tão profunda que resolveu descer ao reino dos mortos para tentar resgatar sua amada. Ao se deparar com Hades, o deus dos mortos, ele tocou sua lira de maneira tão pungente e dolorida que a divindade atendeu seu pedido. Eurídice estava autorizada a voltar com Orfeu para o mundo dos vivos com uma condição: ele não poderia olhar para ela durante a travessia. O casal então começou a caminhada, mas, ao avistar o primeiro raio de sol, Orfeu, esquecendo-se da advertência de Hades, olhou para trás para se certificar de que sua amada o estava seguindo. Seu olhar transformou Eurídice numa estátua de sal.
FICHA TÉCNICA
ORFEU
Texto: Vinícius de Moraes
Música original: Antonio Carlos Jobim
Produção: Gil Lopes (ShowBrás)
Direção: Aderbal Freire Filho
Direção musical: Jaques Morelenbaum e Jaime Alem
Cenografia: Marcos Flaksman
Coreografia: Carlinhos de Jesus
Iluminação: Maneco Quinderé
Figurinos: Kika Lopes
Diretora Vocal: Cris Delanno
BANDA:
Violão: Jaime Alem
Cello: Jaques Morelenbaum
Teclado: João Carlos Coutinho
Percussão: Zero Telles
Baixo: Rômulo Gomes
Sopro: Marcelo Bernardes
Bateria: Ronaldo Silva
ELENCO:
Orfeu: Érico Bras
Eurídice: Aline Nepomuceno
Mira: Jéssica Barbosa
Poeta: Wladimir Pinheiro
Prosérpina: Thatiana Pagung
Dama Negra/Mulher do Clube Maiorais do Inferno: Isabel Fillardis
Clio: Maria Salvadora
Apolo/PC/Garçom: Eduardo Canto
Cara de Cavalo/Aristeu/Cérbero: Milton Filho
Amigo do Poeta/Prudentino: Dandara Mariana
Fernandinho/Plutão: Édio Nunes
Amigo do Poeta/Policial: Márcio Vieira
Oficial de Justiça: Patrícia Costa
Amigo do Poeta/Policial: Pedro Lima
Amigo do Poeta/Policial: Rodrigo França
Amigo do Poeta/ Manuel-vizinha-mulher da tendinha: Verônica Bonfim
SERVIÇO RIO DE JANEIRO:
Estreia nacional – dia 09 de setembro (quinta-feira)
de 9 a 19 de setembro
Local: CanecãoAv. Venceslau Brás, 215 – Botafogo
Preços:
Setor VIP: R$ 140,00
Setor A: R$ 120,00
Setor B: R$ 110,00
Setor C: R$ 100,00
Frisa central: 120,00
Frisa lateral: R$ 70,00
Poltrona numerada: R$ 50,00
Camarote: R$ 280,00
Balcão nobre: R$ 110,00
Mezanino: R$ 100,00
Horários:
Quintas, às 21h30
Sextas e sábados, às 22h
Domingos, às 20h30
Informações e compra de ingressos:# BILHETERIAS CANECÃO – Av. Venceslau Brás, 215 / Botafogo.(Horário de atendimento: todos os dias das 12h às 21h20) – a partir do dia 02/08.
# COMPRA PELA INTERNET(www.canecao.com.br / www.ticketronic.com.br / www.bestseat.com.br) (Formas de Pagamento: cartões de crédito, débito e boleto bancário)
Taxa de Compra através da Ticketronic e Bestseat Compra em ponto-de-venda: 12,5% do valor do ingresso (Ticketronic) e 15% do valor do ingresso (Bestseat)Entrega em domicílio Grande Rio de Janeiro: valor do sedex calculado na hora da compra Entrega em domicílio Rio de Janeiro Capital: R$ 8,00 entrega 24 horas antes do evento e R$ 20,00 entrega no mesmo dia da compra se esta for feita até 11:00hs. Para a compra de ingressos para estudantes, aposentados e professores estaduais, os mesmos devem comparecer pessoalmente portando documento na bilheteria respectiva ao show ou nos pontos de venda. Esclarecemos que a venda de meia-entrada é direta, pessoal e intransferível e está condicionada ao comparecimento do titular da carteira estudantil no ato da compra e no dia do espetáculo, munido de documento que comprove condição prevista em lei.
Clientes Clube do Assinante O Globo tem 20% de desconto somente para compra na bilheteria. O limite é de 02 ingressos por pessoa e a promoção não é cumulativa com outros descontos.
Capacidade: 1342 lugaresClassificação: 14 anos. Duração: Aproximadamente 1h30Abertura da Casa: 2h antes do espetáculoAceitam dinheiro e cartões de débito e crédito (Visa e Mastercard)Não aceitam chequesAr condicionado
•SERVIÇO SÃO PAULO:
Dia 23, 24, 25 e 26 de setembro de 2010 e 30 de setembro a 3 de outubro
Horários:
dia 23/9 e 30/9: 21h00;
dias 24 e 25/9 - 01 e 2/10: 22h00;
dia 26/9 e 3/10 : 19h00
Local: HSBC BrasilRua Bragança Paulista, 1281 – Chácara Santo Antonio
Informações e compra de ingressos:# BILHETERIAS HSBC BRASIL - Rua Bragança Paulista, 1281 / Chácara Santo Antônio.(Horário de atendimento: segunda a sábado, das 12h às 22h e domingos e feriados, das 12h às 20h)
# COMPRA POR TELEFONE - Ingresso Rápido - Tel: 4003-1212(Horário de atendimento: segunda a sábado, das 9h às 22h) (Formas de Pagamento: cartões de crédito Visa, Mastercard, Credicard, Diners);
# COMPRA PELA INTERNET(www.hsbcbrasil.com.br / www.ingressorapido.com.br) (Formas de Pagamento: cartões de crédito Visa, Mastercard, Credicard, Diners);
# PONTOS DE VENDA CAPITAL, INTERIOR E OUTROS ESTADOSConsultar www.ingressorapido.com.br
Taxa de Compra através da Ingresso RápidoCompra em ponto-de-venda: 15% do valor do ingressoEntrega em domicílio Grande São Paulo: R$ 15,00Entrega em domicílio São Paulo Capital: R$ 10,00 Retirada na bilheteria: R$ 5,00 Para a compra de ingressos para estudantes, aposentados e professores estaduais, os mesmos devem comparecer pessoalmente portando documento na bilheteria respectiva ao show ou nos pontos de venda da Ingresso Rápido. Esclarecemos que a venda de meia-entrada é direta, pessoal e intransferível e está condicionada ao comparecimento do titular da carteira estudantil no ato da compra e no dia do espetáculo, munido de documento que comprove condição prevista em lei.
Preços
Camarote R$ 180,00
Frisas R$ 60,00
Cadeira Alta R$ 30,00
Setor Vip R$ 140,00
Setor 01 R$ 100,00
Setor 02 R$ 60,00
Setor 03 R$ 30,00
* Clientes HSBC têm pré-venda exclusiva e 20% de desconto. O limite é de 04 ingressos por pessoa e a promoção não é cumulativa com outros descontos.
Capacidade: 1800 lugaresCensura: 14 anos (desacompanhados). Menores dessa idade somente acompanhados dos pais ou responsáveis.Duração: Aproximadamente 1h30Abertura da Casa: 2h antes do espetáculoEstacionamento: Hot Valet (com manobrista) - R$ 20,00 (antecipado – adquirido junto com o ingresso) e R$ 25,00 (na hora)Aceitamos dinheiro e cartões de débito e crédito (Visa, Mastercard, Credicard e Diners)Não aceitamos chequesAcesso para deficientes físicosAr condicionado
Assessoria de Imprensa – HSBC Brasil / Tom JazzCristiane Batista11 5646-2109 begin_of_the_skype_highlighting 11 5646-2109 end_of_the_skype_highlighting ID: 51383*27imprensa@hsbcbrasil.com.brwww.grupotombrasil.com.br